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Cidades

Fora de casa, sem previsão de volta e com aluguel atrasado

Famílias removidas no São Sebastião, em VR, começam a ficar aflitas

27/11/2020 17:34:12

Três meses depois de serem obrigadas a deixar suas casas, devido ao risco de desabamento de um morro, 22 famílias moradoras do bairro São Sebastião, em Volta Redonda – das ruas 28 de Maio e da Conquista –, não fazem a mínima ideia de quando poderão voltar a viver sob o próprio teto. Escorada por uma decisão judicial tomada para preservar a vida das pessoas, a prefeitura ordenou a remoção com a promessa de que a situação seria normalizada o mais rápido possível.

Além de nada ter sido feito na área, além de sondagem do solo, 11 famílias contempladas com o aluguel social – as demais foram abrigadas por parentes – estão ainda mais aflitas, pois receberam o auxílio apenas nos dois primeiros meses. O valor de outubro ainda não foi pago e novembro está chegando ao fim. Elas temem ser despejadas.

Uma das pessoas nesta situação é Antônio Eustáquio Mateus, de 69 anos. Coincidentemente, Toninho, como é conhecido, é conselheiro do Furban (Fundo Comunitário de Volta Redonda), órgão encarregado pela prefeitura de conduzir a situação no bairro. “A nossa situação é crítica”, disse ele ao FOCO REGIONAL.

Com 32 anos de residência no bairro, onde é dono de um pequeno bar, Toninho alugou uma casa no Dom Bosco. “Venho todo dia somente para trabalhar. Mas até hoje não temos uma definição. De vez em quando nos mostram [papéis] de uma licitação e mandam uma máquina só pra adoçar a boca da gente, pois nada é feito. Enquanto isso, a terra segue descendo e, quando chove, enche a rua de lama. É preciso remover a terra, mas até agora não deram um passo neste sentido”, reclama o idoso.

Ele conta que o prazo estabelecido no aluguel social foi de três meses, podendo ser estendido e se preocupa com o atraso. “Um já venceu. O outro vence no início de dezembro. Podemos ser despejados. Está uma calamidade e eles [do Furban] correm da gente para não ter que falar nada”, lamenta Toninho.

MAIS CRÍTICAS – Luciana Toledo, segunda secretária do conselho do Furban, corrobora as críticas e vai além. “Tem gente que não está dormindo. O aluguel social está atrasado e ninguém sabe se vai prorrogar”, disse ela, depois de passar pelo bairro na manhã desta sexta: “A terra já desceu muito. Na vez em que a máquina mexeu, a situação piorou, porque o lugar por onde a água escoava foi soterrado”.

A conselheira diz que a aflição dos moradores se amplia por não saberem se algo será feito ainda nesta ou se tudo ficará para a próxima administração. Para piorar, disse ela, o diretor interino do Furban, Davi de Araújo Silva, não se dá ao trabalho sequer de responder às tentativas de contato. “Ele visualiza as mensagens com os questionamentos, mas simplesmente não responde, ignora. A situação está ficando cada vez mais preocupante”, afirmou. De acordo com Luciana, o problema é antigo, mas passou a se agravar a partir de 2018, quando providências foram pedidas, mas não houve nenhuma ação.

O FOCO REGIONAL enviou uma nota à Secretaria de Comunicação Social da prefeitura de Volta Redonda pedindo informações a respeito do caso no São Sebastião. Até o momento desta publicação, não houve resposta.

Fora de casa, sem previsão de volta e com aluguel atrasado

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