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Polícia

MP e Polícia Civil cumprem novas fases da 'Open Doors'

Suspeitos de desvio de dinheiro de contas bancárias são alvos

26/11/2019 10:29:56

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Barra Mansa, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado dos Estados do Paraná e de Goiás, e em parceria com a Polícia Civil de Barra Mansa, deflagrou nesta terça-feira a sexta e a sétima fases da operação “Open Doors”, para prender integrantes de uma suposta organização criminosa liderada por hackers. De acordo com a denúncia, aceita peça Justiça de Barra Mansa, os alvos invadiam, de forma virtual, os computadores de outras pessoas e subtraíam valores para contas de integrantes da quadrilha e de pessoas jurídicas que participavam do esquema, com o objetivo de “lavar” o dinheiro roubado. No total, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio, Paraná e Goiás.

De acordo com as denúncias, a quadrilha usava integrantes conhecidos como “ligadores” para entrar em contato com as pessoas lesadas, identificando-se como representantes dos bancos e convencendo-as, sob a justificativa de atualizar a versão do internet banking instalado em seus computadores, a instalar um aplicativo espião, que passava a fornecer suas informações bancárias aos denunciados. De posse dos dados, os criminosos passavam a efetuar retiradas de valores das referidas contas e, para conferir legalidade aos recursos, depositavam o dinheiro em contas de pessoas físicas e jurídicas, que serviam como “laranjas” do esquema de lavagem do dinheiro.

A sexta fase da operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra a uma quadrilha que seria liderada pelo hacker Dilson de Almeida Panisio, e formada por outros oito integrantes. Preso durante uma das etapas da “Open Doors’, Dilson – segundo o MPRJ – gerenciava as tarefas delegadas aos demais integrantes, comandando o esquema arquitetado para a distribuição dos valores obtidos entre os denunciados e as posteriores manobras de lavagem de dinheiro com o apoio de pessoas de sua íntima confiança.

O objetivo era ocultar a origem, a localização e a real propriedade dos valores subvertidos pela organização, utilizando-se, para isso, das contas correntes de pessoas que residiam em Barra Mansa, Planaltina (GO) e Ponta Grossa (PR), assim como as contas de uma empresa de propriedade de Felipe Brandon Freitas do Nascimento, também localizada em Ponta Grossa.

O total aproximado de valores depositados nas contas dos “laranjas” foi de R$ 2,2 milhões, segundo a denúncia.

Já a sétima fase da “Open Doors” visa prender os seis participantes de uma suposta organização criminosa que seria liderada pelo hacker Richard Lucas da Silva Miranda, que se utilizava das mesmas práticas para subverter valores de maneira ilegal de contas bancárias de terceiros. Neste caso, os suspeitos residem em Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo e, sob as orientações de Richard, de acordo com o MPRJ, também cediam suas contas bancárias para o recebimento dos valores furtados, com o intuito de conferir aparente legalidade aos recursos subtraídos das contas bancárias das pessoas lesadas pelo grupo. Entre os denunciados, estão José Pedro da Costa Neto e Marcelo Luiz Ferreira Nascimento, sócios de uma empresa com sede em Niterói. De acordo com o MPRJ, eles forneciam a conta da empresa para “lavar” parte do dinheiro dos crimes.

O total aproximado de valores subvertidos pela quadrilha teria sido de R$ 1,6 milhão. As denúncias foram aceitas pela 2ª Vara Criminal de Barra Mansa.

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