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Nacional

Rifa de programa sexual vira caso de polícia em MG

Inquérito apura crime de favorecimento à prostituição

24/09/2020 15:02:14

Uma rifa de R$ 20, cujo prêmio para o sorteado seria um programa sexual com duas “acompanhantes dos sonhos”, com o motel incluído, acabou se tornando um pesadelo para os envolvidos. A “rifa dos sonhos” foi divulgada nas redes sociais em Janaúba, no Norte de Minas.

Depois de tornar assunto muito comentado na cidade e um “sucesso de vendas”, a “rifa dos sonhos” virou um caso de polícia. Foi aberto um inquérito policial para investigar o caso. E o sorteio, que estava marcado para 12 de outubro, pelo resultado da Loteria Federal, foi suspenso. Duas pessoas já foram ouvidas pela polícia.  

O inquérito foi instaurado pela delegada Gessiane Soares Cangussu, da Delegacia de Crimes contra a Mulher de Janaúba. Ela afirma que, se vierem a ser considerados culpados, os promotores da “rifa dos sonhos” poderão cumprir pena.  A delegada explica que a prostituição por si só não é crime. “Mas, no meu entendimento, neste caso, pode ter ocorrido o crime de favorecimento à prostituição, previsto no artigo 230 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime da pessoa tirar proveito da prostituição alheia”, disse.

Ela lembra que a prática delituosa pode resultar em pena que vai de um a quatro anos de prisão e multa. “Precisamos entender que ninguém rifa pessoas. Pessoas não são mercadorias para serem rifadas”, prosseguiu a delegada.

A delegada ouviu o depoimento de uma mulher, que seria uma blogueira na cidade e fez a divulgação da  rifa por meio de um vídeo na conta dela, no Instagram. Conforme Gessiane, a mulher negou envolvimento na realização do “sorteio”, alegando que apenas recebeu o pagamento pela divulgação da rifa: primeiro, R$ 300,00, e depois, mais R$ 200,00, “tendo em vista que a vendagem foi muito boa”. 

Ainda segundo a delegada, inicialmente, teriam sido lançados 500 bilhetes. Com o sucesso de vendas, teria sido lançado um “segundo lote”, com mais 200.

Com o depoimento da mulher, Gessiane Cangussu identificou e ouviu também um homem que teria solicitado a divulgação da “rifa do sexo”.  No entanto, ao prestar depoimento na delegacia, o suspeito negou ser o autor do sorteio. Ele declarou que o idealizador da “rifa dos sonhos” é um outro homem de Janaúba, mas alegou não ter a identificação e o endereço dele. A reportagem é do jornal Estado de Minas. (Foto: Reprodução)

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