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Estado

Suplente de Flordeslis, radialista é alvo de mandado de busca e apreensão

Operação apura esquema de 'rachadinhas' na Alerj

20/10/2020 12:39:00

Uma operação realizada na manhã desta terça pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Polícia Civil, cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-deputado estadual e radialista Pedro Augusto (PSD) e três assessores dele. A ação faz parte das investigações de casos envolvendo o esquema de “rachadinhas”. Embora o caso esteja sob segredo de Justiça, o mandado contra o radialista foi revelado pelos sites da revista Veja, portal G1 e jornal O Dia.

Pedro Augusto teve quatro mandatos na Alerj. Na eleição de 2018, ele tentou se eleger deputado federal, mas ficou na suplência da deputada Flordelis (PSD), acusada pela polícia e pelo Ministério Público de mandar matar o marido. O nome de Pedro, segundo a Veja, apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2018, que deu origem às investigações das movimentações financeiras atípicas em 22 gabinetes, entre eles o do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as investigações, Pedro é suspeito de ter movimentado R$ 4,1 milhões com o esquema. A força-tarefa recolheu provas em residências de Pedro Augusto e de seus assessores na capital e em Niterói.

Ainda de acordo com a Veja, dos 42 parlamentares fluminenses investigados pelo MP, ao menos dez já tiveram pedidos de quebra dos sigilos fiscal e bancário à juíza Juliana Benevides, da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça (TJ-RJ).

Pedro Augusto é conhecido no rádio como “O Romeiro de Aparecida”, por promover caravanas à Basílica de Aparecida, em São Paulo. Ele tem um programa na Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

O MPRJ informou que o material apreendido será analisado para instrução de inquérito policial. Por estarem sob segredo de Justiça, o MPRJ acrescentou que não serão fornecidas outras informações.

Até o momento em que esta nota foi publicada, Pedro Augusto não havia se pronunciado, assim como sua defesa. Em nota, a direção estadual do PSD disse que não irá se manifestar até que tenha conhecimento completo dos fatos e dos documentos que embasam a decisão judicial. (Foto: Rádio Tupi)

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