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Política

Morre Marino Clinger, ex-prefeito de Volta Redonda

26/01/2022 08:57:51

O ex-prefeito de Volta Redonda, Marino Clinger, morreu nesta quarta-feira (26). Ele estava internado no Hospital da Unimed, no Jardim Belvedere. Clinger tinha 88 anos. O sepultamento foi marcado para às 17 horas na Portal da Saudade, após velório na Câmara Municipal.

A causa da morte foi falência múltipla de órgãos - nos últimos anos ele lutava contra um câncer. O prefeito Antônio Francisco Neto já decretou luto oficial pelo falecimento do ex-prefeito. Clinger também foi vereador e deputado federal. Também ocupou os cargos de subsecretário estadual de Agricultura e coordenador estadual das Ciretrans. 

Marino Clinger Toledo Neto nasceu em 16 de outubro de 1933, em Reduto, distrito de Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas Gerais, filho de Mário Ferreira Neto e Beraniza. A família –  o casal, quatro filhos e dois sobrinhos – se mudou para Volta Redonda em fevereiro de 1943. Clinger tinha 10 anos quando chegou a Volta Redonda.

Seu pai Mário tinha vindo antes, no semestre anterior, conhecer o então distrito de Barra Mansa que abrigava a ainda em construção Companhia Siderúrgica Nacional. Gostou e abriu uma farmácia numa loja alugada na Avenida Amaral Peixoto.

Em Volta Redonda, Clinger estudou no Grupo Escolar Barão e no Colégio Macedo Soares. Em Barra Mansa, no Colégio Verbo Divino. Depois, foi para Juiz de Fora estudar na Academia de Comércio e, em seguida, no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte.

Depois, reprovado em sua primeira tentativa de entrar na Faculdade de Medicina, iniciou a Faculdade de Farmácia, em Niterói. Mas seu sonho de se tornar médico se concretizou pela no Rio, na Escola de Ciências Médicas. Especializou-se em pediatria.

Em 1965, retornou para Volta Redonda já casado com Adiléa Barcellos Neto, que conheceu na Faculdade de Farmácia, e duas filhas.

Sempre gostou de política, como observou no livro “A Volta Redonda que eu vivi”, lançado no ano passado. “Da minha parte, observava a política, assim meio de viés, de rabo de olho”.

O pai de Clinger foi vereador em Barra Mansa e, após a emancipação, seu irmão Fernando Mário Netto se elegeu também vereador em Volta Redonda.

Clinger entrou na política partidária no PDT de Leonel Brizola e, em 1982, recebeu uma enxurrada de 6.988 votos para vereador –  a maior votação já obtida por um candidato à Câmara de Volta Redonda. Exerceu o cargo entre 1983 e 1985, quando disputou e ganhou, pelo mesmo partido, a eleição de prefeito.

Foi a primeira eleição que a cidade teve depois de deixar de ser Área de Segurança Nacional (nesta condição, na ditadura militar, os prefeitos eram indicados pelo presidente da República). Clinger, pelo PDT, teve 37.846 votos contra 35.921 de Nelson Gonçalves (PFL), o segundo colocado.

Seu governo foi marcado por três episódios históricos: a ocupação da Divineia, que viria se tornar bairro Padre Josimo, um pedido de impeachment do qual ele escapou por um voto e, já no fim do mandato, a greve na CSN, em 1988, que causou uma convulsão nacional com a morte de três operários por soldados do Exército quando o país ainda respirava os primeiros ventos da redemocratização.

“Estive à frente da prefeitura por 1.095 dias e a cidade pôde contabilizar exatas 291 obras. Vale dizer que alcançou a média de uma obra a cada quatro dias. Fiz um governo participativo, solidário, sem demagogia de realizações e dentro das possibilidades das finanças públicas”, avaliou, no mesmo livro.

Clinger encerrou sua carreira política como deputado federal, entre 1991 e 1995. (Foto: FOCO REGIONAL / Arquivo)

Atualizada às 13h26min

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