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Cidades

Volta Redonda segue agências técnicas e mantém vacina contra a Covid-19 para adolescentes

Hoje, adolescentes a partir de 15 anos podem se vacinar nos postos de saúde

17/09/2021 11:11:12

A Secretaria de Saúde de Volta Redonda informou, nesta sexta-feira (17), que, até o momento, está mantida a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes sem comorbidades. Conforme o FOCO REGIONAL informou,  decisão foi tomada na quinta-feira  está sendo confirmada agora, após manifestação oficial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dos conselhos de Saúde: Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde); Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro).

Nesta sexta a imunização de primeira dose para adolescentes a partir de 15 anos continua em todos os postos de saúde. Também podem se vacinar adolescentes com comorbidades de 12 a 14 anos.

Os postos dos bairro: 249, São João, Vila Mury e Volta Grande funcionarão até as 21 horas. Todos são polos de acolhimento a casos suspeitos da Covid-19. Também funcionarão em escala estendida, até às 18h30min, as unidades situadas nos bairros Siderlândia, Vila Rica/Tiradentes, São Geraldo e Santo Agostinho. 

No Brasil, até o momento, a única vacina licenciada pela Anvisa para uso em adolescentes maiores de 12 anos de idade é a produzida pelo laboratório Pfizer/BioNTech. O coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda, Carlos Vasconcellos, citou a importância da vacinação para todos no controle da pandemia.

“A Secretaria Municipal de Saúde vai seguir com a vacinação para adolescentes em geral devido ao respaldo científico que demonstrou eficácia na imunização desse público. A vacina Pfizer foi liberada após ensaios clínicos com bons resultados e, por isso, até o momento seguiremos com a vacinação, sendo a metodologia mais eficaz no controle da pandemia”, disse.

Os conselhos, por sua vez, lamentaram a recente decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacinação para adolescentes e declararam que, “ao implementar unilateralmente decisões sem respaldo técnico e científico, coloca-se em risco a principal ação de controle da pandemia. Apesar de a vacinação ter levado a uma significativa redução de casos e óbitos, o Brasil ainda apresenta situação epidemiológica distante do que pode ser considerado como confortável, em razão do surgimento de novas variantes”.

O ministério passou a recomendar aos estados e municípios, na quinta-feira, a vacinação contra a Covid-19 apenas em adolescentes, entre 12 e 17 anos, que tenham algum tipo de deficiência permanente, comorbidades e os privados de liberdade.

Em nota, o Ministério da Saúde declarou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”, diz.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também se manifestou em nota a favor da vacinação. O conselho científico ressalta que “crianças e adolescentes não estão isentos da ocorrência de formas graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) temporalmente associada à Covid-19, que podem ser importantes causas de morbimortalidade nesta população”.

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