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Cidades

Zoo-VR orienta população sobre aparecimento de gambás

24/01/2022 11:39:33

Durante a estação chuvosa, entre os meses de outubro e abril, quando as temperaturas e os índices de umidade são mais altos, é comum avistarmos os gambás na cidade e nas estradas, com maior frequência. Isso acontece porque estas são as condições que favorecem fartura de água e alimento, induzindo, assim, o período reprodutivo destes animais, que pode durar o ano inteiro.

A explicação é do setor de Biologia do Zoológico Municipal de Volta Redonda (Zoo-VR). Frequentemente, o zoológico gambás – a maioria vítimas de atropelamento e filhotes órfãos de mães atropeladas ou agredidas. Os animais recebem os cuidados necessários até estarem aptos a voltarem para a natureza.

“São animais adaptados e vivem próximos aos seres humanos, utilizando o perímetro urbano para deslocamento, alimentação e descanso. Devido a esta condição, muitos gambás são atropelados em vias públicas, sofrem choques elétricos em fiações, são atacados por cães ou são vítimas de maus tratos por pessoas, que os agridem ou matam ao confundi-los com ratos ou apenas porque não os conhecem”, explicou o biólogo Jeferson de Paula Miranda.

Ele ressalta ainda que os gambás possuem um papel importante na natureza, pois se alimentam de frutas (funcionando como dispersores de sementes), de restos de alimento e de ratos, escorpiões, cobras venenosas, baratas, carrapatos e pombos, entre outros, controlando pragas urbanas. Eles se instalam onde conseguem água, alimento e abrigo, portanto, podem chegar até as residências atrás de restos de alimentos ou atraídos pela presença destas pragas. Estas, por sua vez, são atraídas pelo acúmulo de lixo e ambientes sujos. Também é comum se esconderem em casas após incêndios em áreas de mata, seja fugindo do fogo ou também em busca de alimento e abrigo.

“Ao encontrar algum gambá adulto em sua residência, mantenha o ambiente silencioso e com alguma saída livre para que ele saia por conta própria quando se sentir seguro, geralmente à noite. Caso o animal permaneça no local, faça contato com o Corpo de Bombeiros para capturá-lo e levá-lo para alguma área verde próxima, porém afastada das residências, ou encaminhá-lo para o Zoológico Municipal de Volta Redonda”, alertou o biólogo.

Maltratar é crime – Segundo a Lei Federal de Crimes Ambientais (nº 9.605/98), é crime ambiental matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente ou em desacordo com a obtida, sob pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, podendo ser aumentada de metade, se o crime for praticado durante a noite, com abuso de licença, em unidade de conservação ou podendo ser aumentada até o triplo, se o crime decorrer do exercício de caça profissional.

Também é crime ambiental praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, sob pena de detenção, de três meses a um ano, e multa, podendo ser aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer morte do animal. (Foto: Zoo-VR)

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